SE EU FOSSE O MANDA-CHUVA DA CBF….

por: José Maria de Aquino 

Se eu fosse o comandante da CBF, faria coisas maravilhosas para mostrar como deve ser o futebol profissional – coisa que os puritanos, sei bem, condenariam, gritariam, pediriam minha cabeça, exigiriam uma CPI. Coisas maravilhosas para dar uma força no caixa dos clubes, prestigiar torcidas apaixonadas, que lotam os estádios. Coisas que digo faria porque não sou manda-chuva, porque se fosse, não as faria. Entendam-me bem…
Pra começar, sempre teria um time do Pará na série A – nada a ver com o esquema ARENA, lá se vão mais de 30 anos. Nada daquela aberração: “onde a ARENA vai mal, um time no Nacional; onde a ARENA vai bem, um time também” . E chegaram, se a memória não me trai, a 94. Com apoio, dá pra lembrar, de órgãos importantes no mundo da bola, pelo menos na época.
A farra era tamanha que, chamado a escrever um texto, nele reivindiquei uma vaga para o Miracemense – ou uma seleção local. Afinal, Miracema, a santa terrinha, tinha três estádios nas mesmas condições que muitos dos usados, talvez melhores: o da rua da Lage, o Irmãos Moreira, homenagem a Airton, Aymoré e Zezé, conterrâneos. E o construido pelo deputado Linhares, no alto do Cruzeiro, como capacidade para, garantiram, cerca de 20 mil torcedores. A Princesinha do Noroeste Fluminense tem 26.491 habitantes. Além do Pará, pelo menos um time do Ceará, outro da Bahia de Todos os Santos.
Hoje, por exemplo, o “sorteio” para essa nova fase da Copa do Brasil, garantiria, com toda pompa, moças bonitas tirando as bolinhas, televisão transmitindo ao vivo, se possível também para o Exterior, esses jogos: Grêmio x Internacional; Fluminense x Vasco; São Paulo x Palmeiras e Santos x Figueirense. O campeão ganharia como prêmio representar o Brasil em dois desses fabulosos amistosos contra Costa Rica, China etc, embolsando a renda bruta de um deles.
Como faria um sorteio assim tão dirigido diante da mídia, de torcedores, do mundo? Simples, e nada de bolinha gelada, como nos tempos de João Mendonça Falcão, nas décadas de 50/60, quando fazia a seleção paulista jogar sempre a segunda em casa, contra a carioca, pelo belo Campeonato Brasileiro de seleções – que devia ser recuperado.
Bolinha gelada é manjada Faria bolinhas com a primeira letra de cada time, em baixo e suave relevo. E orientaria as moças….
​  Pecado de coroinha, perto do que fazem por aí e que até o diabo duvida…

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