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Entrevista: Meia Estação

Faell Vasconcelos e Alex Miguel contam um pouco dos bastidores de O Amor e a Cidade. 

André e Franz são jovens distintos que vêem suas vidas se unir através de um amor por uma criança, a pequena Helô (Laura Alves). Diferente deles, os atores Alex Miguel e Faell Vasconcelos.

 Fale um pouco do seu personagem.

 Alex Miguel: O André é um rapaz humilde, educado, que gosta de ajudar o próximo e por isso esquece um pouco de viver sua vida. É muito trabalhador. Mora sozinho isso talvez o ajude a ser essa pessoa centrada e responsável que é. É um pouco carente e busca suprir essa carência dando carinho e atenção a tudo e a todos a sua volta. Não se deixa abater por complicações da vida, seja pessoal ou profissional. Mas seu subconsciente busca amor e sucesso.

Faell Vasconcelos: Devido a sua escolha profissional, o Franz se viu na obrigação de amadurecer muito rápido. Saiu do seu país e foi morar na Itália. Conquistou a sua independência e se tornou um profissional de sucesso. Para isso ele teve que sacrificar algumas coisas, como o contato com a família, por exemplo.

Você tem algo em comum com ele? Como você o construiu? Teve alguém da vida real como referência?

Alex Miguel: O que temos em comum é amor ao próximo, o respeito por qualquer ser vivo. A educação também é algo em comum. Para a construção do meu personagem, busquei em pessoas que já convivi, jeitos, costumes etc… Mas o que mais contou foi buscar entender o que esse personagem sentia, como era sua vida cotidiana, seus pensamentos, seus sentimentos e assim por diante. Pois o ator precisa basicamente de três coisas para trabalhar: corpo, voz e principalmente sentimento, precisa agir com o coração. Precisa buscar coisas além do texto, precisa entender não só o presente mas também o passado do personagem

Faell Vasconcelos: Acredito que a determinação em seguir naquilo o que sonhou como carreira seja o que mais me aproxima do Franz. Particularmente, assim como ele, me vejo na obrigação de diariamente tomar decisões difíceis em prol da minha profissão, decisões estas que faz com que eu perca momentos com a família e amigos. A construção do Franz surgiu de forma natural. Assim que recebi o roteiro fiz uma gênese da personagem e fui buscando referências da minha memória emotiva, ninguém real. Busquei referência de personagens que já dei vida ou que contracenei nestes meus 17 anos de profissão como ator.

 Sua história, “Meia Estação”, seu personagem luta por uma garotinha, já que se afeiçoa a ela. É uma forma de amor sem retribuição direta, você acredita que falta um pouco desse amor nos dias de hoje? É essa a proposta do projeto, falar sobre o amor gratuito por alguém que não é familiar?

Alex Miguel: Acho que o mundo hoje esconde um pouco esse amor pelo próximo. Mas não por que as pessoas não sentem esse amor, e sim porque hoje a violência se impera, está muito difícil confiar nas pessoas e isso faz com que as pessoas se fechem umas para as outras. Acho que o projeto de O AMOR E A CIDADE, faz com que as pessoas reflitam sobre isso, “até que ponto posso me dar a chance de amar e ser amado, sem esperar nada em troca”, simplesmente Amar. É. Disso que carece o mundo: AMOR.

 Em “Meia Estação”, Franz, seu personagem é alguém que vive em função do trabalho. Você acredita que as pessoas estejam vivendo em função da carreira, dinheiro ou outra coisa e esquecendo o principal, que é amar? O mundo atual está nos levando a isso?

Faell Vasconcelos: Com certeza. Como disse, neste aspecto sou muito parecido com o Franz. Tomando como base a minha profissão, trata-se de uma área em que não podemos parar. O ator tem que estar em constante exercício da função, correndo atrás, se reciclando e estudando sempre que possível. Atualmente estou na web série Os Boêmios, e além de atuar, também sou o roteirista e diretor, junto do meu parceiro Arthur Chermont. E para que este trabalho ganhe vida, há dias em que fico acordado de 33 a 36 horas. Virado, direto. Eu vivo em função da minha profissão. Sou casado há 9 anos, mas ainda assim não é fácil conciliar esta maratona louca de gravação e teatro com família e relacionamento. Fico devendo demais neste aspecto. Mas o mundo hoje é ágil e a cada dia surgem profissionais cada vez mais qualificados que nós e se pararmos eles nos engolem. O que devemos fazer então é estar sempre na ativa e nunca deixar de estudar, esta é a realidade do mundo hoje.

Como foi fazer parte desse projeto, que homenageia os 360 anos de Jundiaí?

Alex Miguel: Gostei de participar do projeto. A produção está de parabéns pelo trabalho.

Jundiaí completa nesse ano 360 anos. Qual é sua relação com a cidade? Já viveu alguma história de amor marcante na cidade?

Faell Vasconcelos: Nasci em Campo Limpo Paulista, boa parte da minha vida morei em Várzea Paulista e somente agora, depois de casado é que estou vivendo efetivamente em Jundiaí. Mas a minha relação com a cidade sempre existiu. Foi aqui que estudei teatro pela primeira vez, minha formação colegial e universitária aconteceu na cidade. Conheci o meu amor na cidade e estamos juntos há 9 anos, meu filho é jundiaiense. Tenho um carinho enorme pela cidade. Tanto que todos me questionam o porquê de eu não me mudar para capital, uma vez que toda a minha profissional é centrada em São Paulo; e a resposta é simples: adoro Jundiaí. Embora a cidade tenha crescido demais, ela ainda consegue manter aquele clima de cidade provinciana e interiorana.

 O que podemos esperar de “Meia Estação” e do especial O Amor e a Cidade?

Alex Miguel: Convido à todos a prestigiar esse trabalho que foi feito com muito amor e entrega. Com histórias que conquistara e surpreenderá todos os públicos.

Faell Vasconcelos: O projeto é lindo, em especial o episódio Meia Estação. O público pode esperar muitos conflitos, redenção e, claro, muito amor. ´Meia Estação é um episódio bastante peculiar e que chamará a atenção do telespectador. Eu diria que se trata de um episódio especial dentro de um especial. Ficou confuso, será? Por isso assistam. Tenho certeza que vocês não se arrependerão e ficarão encantados com o FINAL SURPREENDENTE de Meia Estação.

Meia Estação faz parte de uma das cinco histórias que compõem o especial

O Amor e a Cidade estreia dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulista, canal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran.

Elenco: Conheça os interpretes do especial

Atores se unem para homenagear Jundiaí.

Altos, magros, gordinhos ou baixos, atores de todos os tipos estão prestes a dar vida a personagens que se aproximam ao máximo de nossa realidade. Vividos por boa parte de atores jundiaienses, os atores de O Amor e a Cidade, rompem a barreira do padrão pré existente e dão vida a personagens comuns, repleto de dramas e dilemas que os aproximam do amor.

Vindos da Companhia de Teatro Techniatto: Camila Munhoz e João Vitor Trevizan dão vida a Luísa e Arman, dois desconhecidos unidos pela solidariedade, que acabam se envolvendo na trama de “Primavera”. Da Techniatto ainda vieram Natália Carmelo, Stephanie Leite e Willian Cayres, que integram o elenco de “Inverno”, uma história sobre amor ao próximo. Gustavo Vieira complementa o elenco dando vida ao personagem central masculino.

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Em “Meia Estação”, a história central está na disputa de André e Franz pela guarda da pequena Heloísa. Os personagens são vividos por Alex Miguel e Faell Vasconcelos, que já tiveram peças teatrais apresentadas em São Paulo e Campinas. Os dois ainda podem ser vistos nas web séries: O Lar de Todas As Cores e Os Boêmios. Os atores Davi Junior, Willian Cayres e a pequena Laura Alves completam a obra.

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Já Davi Almeida, Leonardo Campos e Viviane Araújo são os personagens centrais de “Verão”, a trama voltada para o publico jovem do especial. A história relata a trama de Edu, que está em busca do amor de sua vida, mas de quem não sabe nem o nome.  Diferente de “Verão”, a história de “Outono” mostra uma história de amor que resistiu ao tempo. Heitor, vivido por Rubens Gimenez, mantêm uma história de amor vivo através de um livro muito especial, que busca todos os anos na Biblioteca Nelson Foot. Lucas Nicolai e Andreza Celestino dão vida a personagens que retratam com detalhes esse amor. Eliane Lucenti, Camila Chinarelli e Cléo Gimenez completam o elenco dessa grande história de amor.

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Quer mais? Veja em primeira mão o tease do especial =D

Gostou? Então não perca a estréia no dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulista, canal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran.

Maquiagem e Caracterização: A aposta no “menos é mais”

A maquiadora e caracterizadora Helena Landim explica como aplica sua arte na caracterização dos personagens de O Amor e a Cidade.
A maquiadora e caracterizadora Helena Landim explica como aplica sua arte na caracterização dos personagens de O Amor e a Cidade.

Sombras, bases e corretivos fazem parte da rotina de qualquer set de filmagem e com O Amor e a Cidade não é diferente. Sob os cuidados da maquiadora e caracterizadora Helena Landim podemos ver o tamanho e magnitude desse processo, que transforma  atores em personagens repletos de detalhes.

Segundo Helena, sua maior referência veio da telenovela “I Love Paraisópolis”, que representa bem o cotidiano dos paulistanos, que são bem próximos dos jundiaienses. Sob o seu processo de criação, a maquiadora explica quais foram suas adversidades e facilidades durante as gravações: “A maquiagem mais complexa foi a do mendigo, que foi concluída depois de muitas pesquisas. As facilidades se deram por serem makes leves, mais cotidianas e as dificuldades somente por alguns dias de gravações estarem em temperaturas mais quentes e manter os atores maquiados de baixo do sol não é fácil”.

A maquiadora que também caracterizou os personagens, explica o conceito por trás de seu trabalho, que poderá ser acompanhado pela TV Rede Paulista a partir de 05 de dezembro: “O primordial em todo trabalho é se lembrar que menos é mais. Muitas pessoas cometem alguns exageros na hora de caprichar nas makes, então para não fazer feio aposte em cores claras e claro sem exagerar, o nude, por exemplo, é simples e chiquérrimo.

Para quem deseja estar sempre bem maquiada, Helena dá algumas dicas simples, porém essenciais: “Para corrigir defeitos é bom sempre usar um corretivo, mas, na faltar do corretivo, você pode utilizar a sua própria base: passe uma segunda camada do produto nas olheiras, espinhas e marcas no rosto.

Ah e é sempre bom lembrar que para uma maquiagem perfeita tem que seguir 3 regrinhas básicas sobre pele: limpeza (a pele tem que estar bem limpa), hidratação (use hidrante específico para o rosto e para o seu tipo de pele) e proteção (não esqueça protetor solar sempre!).

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Figurino: A segunda pele

Com a proposta de ser o mais natural possível, figurino explora nuances delicadas de seus personagens.

 Quem assistir ao especial #OAmoreaCidade pode ter certeza que nada ali não tenha um significado além do que é apresentado. Com o figurino não é diferente e o que o publico poderá conferir a partir do dia 05/12 pela TV Rede Paulista, é que as peças complementam e dizem muito do personagem e sua história.

Com uma proposta de trazer o personagem para a realidade de seu intérprete, os atores compartilharam ideias com a direção e juntos chegaram ao figurino de seus personagens. O processo além de ajudar os atores a enxergarem com clareza seus personagens permitiu uma criação mutua, onde o figurino, ou “segunda pele” como foi denominado pela direção, ajudou no reconhecimento dos dramas desses personagens tão próximos da nossa realidade.

O figurino bem representado através das estações do ano, não seguiram tendências de grandes estilistas e sim foram desenvolvidos conforme a realidade em que os personagens viviam. A produção acredita que não adiantar criar uma “tendência” que fuja da nossa realidade. Tem que ser o dia a dia. Isso dá mais veracidade.

Com uma paleta de cores bem definidas, o projeto foge do que se espera de cada estação do ano. “Não é porque é primavera que vamos abusar de cores que remetam flores, nem porque é verão que usaremos cores claras e vibrantes. Queremos a realidade. Abusamos do que vemos em lojas”, afirma a produção.

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Tudo de verdade

Produção foge de estúdios e cenários prontos, para que o telespectador possa se identificar e visitar lugares comuns da cidade.

“Fuja do padrão”, esse é o lema que a produção de #OAmoreaCidade colocou para si própria quando começou a desenvolver o projeto. Diferente de outras produções, que tem a maioria das cenas gravadas em estúdio e algumas realizadas em lugares reais, O Amor e a Cidade é totalmente realizada em lugares que os jundiaienses passam diariamente.

A proposta de gravar “em loco” surgiu da vontade de aproximar o telespectador para as histórias que serão ambientadas nas quatro estações do ano, em lugares já conhecidos.

Jardim Botânico e Serra do Japi são cenários fundamentais para a história da Primavera.

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Já o Bamboo, tradicional restaurante da cidade, que fica localizado na Rua Anchieta n° 679, foi palco para uma das cenas de Inverno. A história também teve cenas rodadas no centenário teatro Polytheama, que possui 1124 lugares.

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A Construtora Santa Ângela, que desde 1983 investe em Jundiaí, apoiou a Home 21 nas gravações de Meia Estação, uma história emocionante sobre a disputa pela guarda de uma linda garotinha. Quer conhecer o local onde a história se passa? Clique aqui

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Ponto de encontro de jovens em Jundiaí, o Maxi Shopping Jundiaí  foi a locação ideal para as cenas de Edu, Júlia e demais personagens da história de Verão. O Shopping que possui mais 240 lojas, cinemas e praça de alimentação, não poderia deixar de ser palco dessa linda história.

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Fotos: Adão Mota // Matheus Martins // Helena Landim // Bianca Aguila

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