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Entrevista: Outono

Lucas Nicolai e Andreza Celestino contam um pouco dos bastidores de Outono.

Falar de amor não é tarefa fácil ainda mais quando se faz personagens tão diferentes, mas isso em nenhum momento foi empecilho para Andreza Celestino e Lucas Nicolai, que deram vida a Heitor, Dora, Artur e Eva; ambos personagens de Outono.

 Fale um pouco de seus personagens. Como os construiu?

Lucas Nicolai: No especial, dou vida a dois personagens: Heitor e Arthur.

O Heitor é um rapaz estudioso e apaixonado, e até meio bobo quando está perto da pessoa que gosta. Já Arthur é mais descolado e extrovertido, que não se preocupa muito com as aulas e as provas. Construir Arthur foi mais fácil, até porque ele se parece comigo, daí resolvi agir mais naturalmente em cena. O Heitor foi mais difícil justamente por ter que desconstruir meus jeitos e aquietar-me. Pois ele é uma figura mais recatada, mais para dentro.

 Andreza Celestino: Interpreto, Eva no presente e a Dora no passado. Elas tem características muito diferentes, uma é extrovertida, impulsiva, a outra é recatada, tímida. O meu processo de construção de personagem, parte da pesquisa e da observação, como a Dora é uma personagem de outra época, foi necessário pesquisar costumes dos anos 60, mas depois desconstruí-los um pouco, pelo fato de ela estar a frente do seu tempo.

Quais as diferenças cruciais entre eles?

Andreza Celestino: Dora fala o que pensa, arrisca, já Eva não, ela vai por caminhos conhecidos e seguros, fala pouco e observa muito.

Lucas Nicolai: A preocupação com os estudos mais presente em Heitor. E a extroversão de Arthur.

Heitor é um rapaz estudioso que tem um amor inacabado do passado e que tem a chance de reviver nos dias de hoje. Como você vê o amor entre pessoas que são consideradas da terceira idade?

 Lucas Nicolai: Vejo muita beleza nesse amor que perdura, que vence o tempo. Conheço alguns casais da terceira idade que estão juntos a 40/50 anos e parecem bem em todos os sentidos da relação. É algo admirável, chego até desejar algo assim!

Dora é uma jovem a frente do seu tempo, que vive sem medo. Você acredita que as mulheres ainda sofrem de julgamento pre estabelecidos por uma sociedade ainda masculina?

 Andreza Celestino: Certamente. Isso tem mudado, mas ainda hoje as próprias mulheres julgam umas as outras. Acho que tudo começa na forma como se educa as meninas e o que se cobra das mulheres. Por mais que as coisas tenham mudado, ainda há quem acredite que uma mulher com uma postura fora do esperado, seja imoral e digna de qualquer adjetivo pejorativo, apenas por agir de modo diferenciado.

 Boa parte de “Outono” se passa nos anos 60, quais foram as preocupações em reproduzir trejeitos, postura e linguajar da época?

 Andreza Celestino: Houve trabalho de pesquisas sobre os costumes e uma busca por referências, mas como eu disse Dora é a frente do seu tempo, foi necessário construir e levemente “repaginar”  esses costumes.

 Lucas Nicolai: Houve uma preocupação com a postura e linguajar, mas não tanto em adicionar trejeitos ao Heitor. Eu quis neutralizar meus próprios trejeitos e fazê-lo com uma postura mais limpa. E claro, tanto por causa da época e pelos estudos, Heitor sempre fala corretamente. Tentei me policiar nisso.

 O Amor e a Cidade é uma homenagem aos 360 anos de Jundiaí. Qual é a relação que tem com a cidade?

 Lucas Nicolai: O Amor e a Cidade quis colocar Jundiaí como papel principal, justamente porque são 360 anos de histórias nas vidas das pessoas que vivem aqui. Imagine quantas histórias de amor tem Jundiaí como palco! Eu tive uma, creio você também… Sem a cidade elas não existiriam.

 Andreza Celestino: Eu nasci e cresci nessa cidade! Moro aqui desde que me entendo por gente, eu me construí aqui!

 O que podemos esperar de “Outono”?

Andreza Celestino: Uma historia de amor, daqueles que nunca morre, que resiste as tormentas. É apaixonante ver essas histórias que sobrevivem ao tempo. Não deixem de ver Outono, a partir do dia 05/12 na TV Rede Paulista.

Lucas Nicolai: Outono é uma bela história de amor e com certeza vai divertir e encantar jovens e adultos. Fizemos com carinho, realmente espero que gostem. Não percam, O Amor e a Cidade.

#OAmoreaCidade estreia dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulistacanal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran.

Entrevista: Inverno

Natália Monte Carmelo e Gustavo Vieira dão vida a personagens extremos em “Inverno”.

Seguindo a máxima “os opostos se atraem”, a trama de “Inverno” ressalta exatamente isso, mas sob uma outra visão: o amor ao próximo. Laura (Natália Monte Carmello) e João Miguel (Gustavo Vieira) dão vida a personagens tão distintos, que o amor é o responsável por uni-los de maneira inusitada. Os interpretes contam agora um pouco mais sobre os bastidores da história.

 Fale um pouco do seu personagem. Como você o construiu? Quais foram suas referências?

Gustavo Vieira: João Miguel é um homem que viveu um turbilhão de emoções. Foi de cima a baixo e hoje vive uma situação complicada. A construção desse personagem começou nas ruas, observando moradores de rua, conversando e tentando entender um pouco de cada um. Personagens da vida real que inspiram em simples gestos, olhares, sorrisos, histórias de vidas inesquecíveis.

Natália Monte Carmello: A Laura é uma mulher que tenta se superar a cada dia, seja como profissional ou como mulher. Foi baseada em pessoas que conheço e a construí com as próprias memórias da personagem.

Você tem alguma coisa em comum com seu personagem?

Gustavo Vieira: Sem dúvida tenho um tanto de João Miguel. Acho que a visão em comum quando se trata em desejar um mundo mais leve, sem tamanho egoísmo e preconceito com o próximo. Entendo como João Miguel, que a violência não só física do mundo, é o que as vezes fragilizam nossos sonhos.

Natália Monte Carmello:  Tenho várias características comuns, mas a que mais me pareço é em ser orgulhosa, não gosto de depender de ninguém. O que acontece é que muitas pessoas crescem e não percebem que cresceram, sentindo-se o centro do Universo. “Tudo o que é meu é o mais importante”.  Temos que amadurecer neste aspecto, ter um olhar externo das coisas, pensar no outro e olhar para o outro com respeito.

Laura é uma mulher dedicada ao extremo, que tenta se superar em cada ocasião. Você acredita que na sociedade em que vivemos as mulheres estão preocupadas em se estabelecer profissionalmente e esquecendo do amor, algo que até pouco tempo atrás era algo tipicamente feminino?

Natália Monte Carmello:  Hoje as pessoas se individualizaram demais. Penso que primeiro pelo materialismo, segundo porque muitos tem medo, insegurança. A correria do dia-a-dia nos faz entrar no piloto automático e nos esquecemos que existem outras vidas com outras histórias além da nossa.

João Miguel é o contraponto de Laura, em uma trama que faz uma critica a maneira como enxergamos o amor individual, em vez de olharmos um pouco mais ao próximo. O que leva as pessoas a isso? A pensar somente em si, esquecendo do outro.

Gustavo Vieira: Acho que crescemos num mundo, que sem percebermos nos moldam para que sejamos maior que o outro, acontece que muitos mesmo já “crescidinhos”  continuam cegos olhando só pra si.

Como foi fazer parte desse projeto, que homenageia os 360 anos de Jundiaí?

Natália Monte Carmello:  Logo que recebi o convite fiquei extremamente feliz. É uma honra homenagear esta encantadora cidade, fiz muitas novas amizades e pude demonstrar um pouco do meu trabalho com atuação. Quero registrar aqui meus sinceros agradecimentos a toda a equipe e a Jundiaí que me deu todas as grandes oportunidades da minha vida.

Gustavo Vieira: Jundiaí é onde nasci e cresci, acompanho o mesmo agora com meus dois filhos, Théo e Benjamin. E fazer parte desse trabalho é um presente pra mim, pra eles, aos meus pais que moram até hoje e que vivenciaram muitas mudanças e o crescimento da cidade.

 O que podemos esperar de “Inverno”?

Gustavo Vieira: No inverno, a bondade e o carinho caem bem. Mas são as surpresas e reviravoltas que a vida dá que aquecem nossa alma. Não deixem de ver, é emocionante.

Natália Monte Carmello:  Inverno é um tipo de amor diferente. Um amor mais puro, mais maduro, mais sincero, é o que chamam de amor ÁGAPE.Aquele amor misericordioso que nos faz pensar mais no outro e que faz reacender a chama em nosso coração. Por isso, não percam O Amor e a Cidade, durante todo mês de dezembro, na TV Rede Paulista, vocês vão se apaixonar por essa história.

 “Inverno” faz parte de #OAmoreaCidade que estreia dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulistacanal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran.

Entrevista: Verão

Leonardo Campos e Viviane Araújo são protagonistas da história “Verão”.

Um beijo dado em uma festa é o mote inicial de Verão, história que faz parte do especial O Amor e a Cidade, que será veiculado pela TV Rede Paulista  a partir de 05 de dezembro. Leonardo Campos e Viviane Araújo, interpretes de Edu e Júlia, contam um pouco mais sobre o projeto.

 Fale um pouco do seu personagem.

Leonardo Campos: Edu estava desanimado após o término de um relacionamento e quando ele encontra uma garota achando que é a mulher da vida. Ele fica tão entusiasmado e se joga em uma aventura sem mesmo saber se dará certo.

 Viviane Araújo: Júlia é uma garota cheia de incertezas e medos, ela quer muito algo, mas, ao mesmo tempo, morre de medo de tentar. E por ter tanto medo, ela acaba mentindo e acha que assim tudo vai melhorar.

 Como você o construiu?

 Leonardo Campos: Fui construindo o personagem aos poucos colocando uma característica de cada vez, como o jeito impulsivo e teimoso.

 Viviane Araújo: Tentei construir a Júlia, pensando que ela tenha a mesma idade que eu, ainda mais nessa fase cheia de incertezas. Tentei colocar nela, esse medo que ela tem de tentar e ao mesmo tempo a capacidade que ela teve para mentir e fingir que não sabia de nada.

 No “Verão”, Edu é um cara que foi abandonado e que conhece uma jovem especial em uma festa. Quando ela desaparece, ele entra em uma incessante busca atrás dela. Você já fez ou faria algo similar? Seria capaz de grandes atos românticos?

 Leonardo Campos: Eu nunca fiz e não faria porque acho que não é em uma noite que se conhece uma pessoa, não é uma noite que a torna especial ,de modo que, me faça buscar tão intensamente uma pessoa. Sobre grandes atos sim! Eu faria algumas loucuras (risos).

 Júlia é uma jovem amiga, leal e compreensiva, que se incomoda quando vê que Edu está indo atrás de uma garota que ele não conhece. Você faria algo pra impedir que algum amigo seu se jogasse em uma aventura tão perigosa em busca do amor? (Mesmo que isso significasse perder a amizade)

 Viviane Araújo: Eu me sentiria muito incomodada com o fato de um amigo meu querer se jogar em uma aventura, na qual ele poderia muito bem quebrar a cara. Tentaria sim fazer algo para impedi-lo para mostrar pra ele o quanto a amizade dele é importante para mim.

 Verão” é nitidamente uma história voltada para o público jovem. Como o jovem encara o amor?

 Leonardo Campos: Eu não posso dizer como os jovens encaram o amor, pois o amor não tem padrões, isso varia em cada pessoa. O que importa é amar.

 Viviane Araújo: Acredito que cada um tem sua forma de encarar o amor. Tem jovens que ficam extremamente mal por perder um amor e que perderam o amor de sua vida, outros que encaram como uma experiência a mais e “bola pra frente”. É muito difícil definir como o jovem encara o amor hoje em dia, acho que não é uma coisa padrão.

 Como foi participar desse projeto?

Leonardo Campos: Foi uma experiência nova, pois nunca havia atuado antes tanto no teatro quanto na TV. Quero agradecer a produção pela oportunidade, dedicação e paciência nesse projeto.

Viviane Araújo: Foi uma experiência espetacular! Ainda mais por ser a primeira vez que participo de um projeto como esse, frente às câmeras.

  O que podemos esperar de “Verão” e do especial O Amor e a Cidade?

 Leonardo Campos: Verão é uma história que certamente muitas pessoas já viveram, cheia de incertezas até um pouco de suspense. Vocês curtirão, estou certo disso.

 Viviane Araújo: Verão é uma história de amor jovem, com encontros e desencontros. É aquela história que quando você assiste, fica com vontade de ir lá e dar um “chacoalhão” nos personagens e falar “acorda pra vida!”, também é uma história que acontece muito no dia a dia e que muitas pessoas podem se identificar .

#OAmoreaCidade estreia dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulistacanal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran

Entrevista: Primavera

João Vitor Trevizan e Camila Munhoz contam um pouco sobre “Primavera”.

Dois desconhecidos se apaixonam quando uma casualidade do destino resolve colocá-los na mesma estrada. Sim, a premissa parece de comédias românticas, mas esse é o mote de “Primavera”, que poderá ser visto pela TV Rede Paulista a partir de 05 de dezembro. Estrelado por Camila Munhoz e João Vitor Trevizan, você confere agora uma entrevista com os dois contando um pouco da trama.

 Fale um pouco do seu personagem. Como o construiu?

Camila Munhoz: A Luísa teve uma desilusão amorosa no passado que não superou até hoje, por isso ela não acredita no amor. Me baseei nos meus relacionamentos passados para tentar entender o sentimento da personagem e junto construir esse ódio que ela têm em relação ao amor.

João Vitor Trevizan: Interpreto Arman, um rapaz apaixonado que veio de muito longe para encontrar com a mulher de sua vida. Ele é de uma outra cultura, eu tive que estudar como seria viver em outro lugar e como seria uma pessoa que é guiada totalmente pela emoção.

A história central é de um rapaz que vem atrás de uma moça que conheceu pela internet, mas que acaba se perdendo. Na história sua personagem o ajuda, você faria o mesmo?

 Camila Munhoz: Sinceramente, só se eu tivesse tempo. Apesar de gostar muito de ajudar as pessoas, o máximo que eu faria seria levar até o terminal de ônibus e desejar boa sorte.

 Arman conhece uma garota pela internet e vem atrás dela. Você seria capaz de tal ousadia?

 João Vitor Trevizan: Sim, mas eu ficaria desmotivado se a pessoa morasse muito longe, eu teria que achar ela realmente especial.

 Nos dias de hoje, com várias pessoas se conectando através da internet e se apaixonando sem contato físico, vocês já passaram por algo assim?

 João Vitor Trevizan: Apaixonar não, mas já conversei com pessoas interessantes apenas pela internet, mas não desenvolvi nada mais do que amizade.

 Camila Munhoz: Sim, conheci meu atual namorado pela internet.

 Como foi fazer parte desse projeto, que homenageia os 360 anos de Jundiaí?

 Camila Munhoz: Foi uma experiência única e inesperada. Nunca imaginei fazer algo para televisão e espero poder ter outras oportunidades como essa, ainda mais por se tratar de um projeto para minha cidade natal.

 João Vitor Trevizan: Foi uma experiência realmente incrível e nova para mim, sempre atuei em peças de teatro e essa foi a minha primeira vez que faço uma gravação para televisão, me sinto feliz por participar dessa homenagem para a cidade e de trabalhar com uma equipe fantástica.

 O que podemos esperar de “Primavera” e do especial O Amor e a Cidade?

João Vitor Trevizan: O amor em suas diversas formas sendo apresentadas em emociantes histórias, na primavera teremos a paixão e a desconfiança andando lado a lado.

 Camila Munhoz: Assim como na primavera, veremos o desabrochar não só da flora terrestre, mas também do sentimento que é tema da série.

 Primavera faz parte do especial #OAmoreaCidade estreia dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulista, canal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran.

Entrevista: Meia Estação

Faell Vasconcelos e Alex Miguel contam um pouco dos bastidores de O Amor e a Cidade. 

André e Franz são jovens distintos que vêem suas vidas se unir através de um amor por uma criança, a pequena Helô (Laura Alves). Diferente deles, os atores Alex Miguel e Faell Vasconcelos.

 Fale um pouco do seu personagem.

 Alex Miguel: O André é um rapaz humilde, educado, que gosta de ajudar o próximo e por isso esquece um pouco de viver sua vida. É muito trabalhador. Mora sozinho isso talvez o ajude a ser essa pessoa centrada e responsável que é. É um pouco carente e busca suprir essa carência dando carinho e atenção a tudo e a todos a sua volta. Não se deixa abater por complicações da vida, seja pessoal ou profissional. Mas seu subconsciente busca amor e sucesso.

Faell Vasconcelos: Devido a sua escolha profissional, o Franz se viu na obrigação de amadurecer muito rápido. Saiu do seu país e foi morar na Itália. Conquistou a sua independência e se tornou um profissional de sucesso. Para isso ele teve que sacrificar algumas coisas, como o contato com a família, por exemplo.

Você tem algo em comum com ele? Como você o construiu? Teve alguém da vida real como referência?

Alex Miguel: O que temos em comum é amor ao próximo, o respeito por qualquer ser vivo. A educação também é algo em comum. Para a construção do meu personagem, busquei em pessoas que já convivi, jeitos, costumes etc… Mas o que mais contou foi buscar entender o que esse personagem sentia, como era sua vida cotidiana, seus pensamentos, seus sentimentos e assim por diante. Pois o ator precisa basicamente de três coisas para trabalhar: corpo, voz e principalmente sentimento, precisa agir com o coração. Precisa buscar coisas além do texto, precisa entender não só o presente mas também o passado do personagem

Faell Vasconcelos: Acredito que a determinação em seguir naquilo o que sonhou como carreira seja o que mais me aproxima do Franz. Particularmente, assim como ele, me vejo na obrigação de diariamente tomar decisões difíceis em prol da minha profissão, decisões estas que faz com que eu perca momentos com a família e amigos. A construção do Franz surgiu de forma natural. Assim que recebi o roteiro fiz uma gênese da personagem e fui buscando referências da minha memória emotiva, ninguém real. Busquei referência de personagens que já dei vida ou que contracenei nestes meus 17 anos de profissão como ator.

 Sua história, “Meia Estação”, seu personagem luta por uma garotinha, já que se afeiçoa a ela. É uma forma de amor sem retribuição direta, você acredita que falta um pouco desse amor nos dias de hoje? É essa a proposta do projeto, falar sobre o amor gratuito por alguém que não é familiar?

Alex Miguel: Acho que o mundo hoje esconde um pouco esse amor pelo próximo. Mas não por que as pessoas não sentem esse amor, e sim porque hoje a violência se impera, está muito difícil confiar nas pessoas e isso faz com que as pessoas se fechem umas para as outras. Acho que o projeto de O AMOR E A CIDADE, faz com que as pessoas reflitam sobre isso, “até que ponto posso me dar a chance de amar e ser amado, sem esperar nada em troca”, simplesmente Amar. É. Disso que carece o mundo: AMOR.

 Em “Meia Estação”, Franz, seu personagem é alguém que vive em função do trabalho. Você acredita que as pessoas estejam vivendo em função da carreira, dinheiro ou outra coisa e esquecendo o principal, que é amar? O mundo atual está nos levando a isso?

Faell Vasconcelos: Com certeza. Como disse, neste aspecto sou muito parecido com o Franz. Tomando como base a minha profissão, trata-se de uma área em que não podemos parar. O ator tem que estar em constante exercício da função, correndo atrás, se reciclando e estudando sempre que possível. Atualmente estou na web série Os Boêmios, e além de atuar, também sou o roteirista e diretor, junto do meu parceiro Arthur Chermont. E para que este trabalho ganhe vida, há dias em que fico acordado de 33 a 36 horas. Virado, direto. Eu vivo em função da minha profissão. Sou casado há 9 anos, mas ainda assim não é fácil conciliar esta maratona louca de gravação e teatro com família e relacionamento. Fico devendo demais neste aspecto. Mas o mundo hoje é ágil e a cada dia surgem profissionais cada vez mais qualificados que nós e se pararmos eles nos engolem. O que devemos fazer então é estar sempre na ativa e nunca deixar de estudar, esta é a realidade do mundo hoje.

Como foi fazer parte desse projeto, que homenageia os 360 anos de Jundiaí?

Alex Miguel: Gostei de participar do projeto. A produção está de parabéns pelo trabalho.

Jundiaí completa nesse ano 360 anos. Qual é sua relação com a cidade? Já viveu alguma história de amor marcante na cidade?

Faell Vasconcelos: Nasci em Campo Limpo Paulista, boa parte da minha vida morei em Várzea Paulista e somente agora, depois de casado é que estou vivendo efetivamente em Jundiaí. Mas a minha relação com a cidade sempre existiu. Foi aqui que estudei teatro pela primeira vez, minha formação colegial e universitária aconteceu na cidade. Conheci o meu amor na cidade e estamos juntos há 9 anos, meu filho é jundiaiense. Tenho um carinho enorme pela cidade. Tanto que todos me questionam o porquê de eu não me mudar para capital, uma vez que toda a minha profissional é centrada em São Paulo; e a resposta é simples: adoro Jundiaí. Embora a cidade tenha crescido demais, ela ainda consegue manter aquele clima de cidade provinciana e interiorana.

 O que podemos esperar de “Meia Estação” e do especial O Amor e a Cidade?

Alex Miguel: Convido à todos a prestigiar esse trabalho que foi feito com muito amor e entrega. Com histórias que conquistara e surpreenderá todos os públicos.

Faell Vasconcelos: O projeto é lindo, em especial o episódio Meia Estação. O público pode esperar muitos conflitos, redenção e, claro, muito amor. ´Meia Estação é um episódio bastante peculiar e que chamará a atenção do telespectador. Eu diria que se trata de um episódio especial dentro de um especial. Ficou confuso, será? Por isso assistam. Tenho certeza que vocês não se arrependerão e ficarão encantados com o FINAL SURPREENDENTE de Meia Estação.

Meia Estação faz parte de uma das cinco histórias que compõem o especial

O Amor e a Cidade estreia dia 05/12 às 18h pela TV Rede Paulista, canal 22 da Net, via UHF, CaboJundiaí e pelo site oficial da emissora. Saiba mais em Facebook Home 21 e Instagran.